Caixa tenta avançar na área de imóveis

A Caixa Econômica Federal deve usar a força de vendas do PanAmericano também para reforçar sua oferta de crédito imobiliário dentro do programa Minha Casa Minha Vida. O banco funcionaria apenas como intermediário e ganharia comissão por operação, sem manter os empréstimos em balanço. No início de dezembro, a Caixa pagou R$ 739,27 milhões por 49% do capital votante do PanAmericano. Um dos objetivos da instituição federal era justamente ampliar a competitividade em alguns setores que não tinha presença, como é o caso da carteira de veículos e motos - o PanAmericano já opera a linha especial de R$ 3 bilhões do governo para o financiamento de motocicletas. Mas a capilaridade do banco do grupo Silvio Santos nas classes de renda mais baixa pode ser um aliado na estratégia de conceder financiamento imobiliário dentro do programa habitacional do governo federal. Já para o PanAmericano, esta pode ser uma boa fonte de receitas sem comprometer sua estrutura de capital com os empréstimos. Há uma grande expectativa para o crescimento imobiliário neste ano. A concessão de novas linhas pode chegar a R$ 45 bilhões no ano, segundo previsão da Abecip, entidade dos bancos com funding de poupança. Em 2009, as liberações para a compra da casa própria e a construção de novas moradias somaram R$ 34 bilhões, somente com recursos da caderneta. A própria Caixa já divulgou que espera um crescimento próximo a 30% para a carteira neste ano, passando dos R$ 47 bilhões de dezembro do ano passado para R$ 60 bilhões no fim deste ano. A instituição estatal também já divulgou que estuda parcerias com empresas do ramo imobiliário e também com redes varejistas para ampliar sua rede de acesso aos clientes. A competição no nicho da habitação promete mesmo ser acirrada em 2010. Os grandes bancos privados também apostam muito no segmento imobiliário, com previsões de crescimento entre 35% e 40% das carteiras. Até os bancos médios já demonstram interesse nesse setor. O Bonsucesso, banco mineiro especializado em consignado, estrutura operação para originar empréstimos imobiliário em lojas próprias e também por meio de correspondentes. Sem funding de poupança, a ideia é empacotar os créditos em títulos, como os certificados de recebíveis imobiliário (CRI) e oferecer os papéis para o mercado. Mas, como disse ao Valor o presidente do banco, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, parcerias com bancos não estão descartadas.

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